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Em discurso na ONU, Zelensky pede punição pela invasão russa à Ucrânia

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Em discurso na ONU, Zelensky pede punição pela invasão russa à Ucrânia

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Eleições Desabamento em BH Mega-Sena Produtos para limpar carro Baleias encalhadas Em discurso na ONU, Zelensky pede punição pela invasão russa à Ucrânia Líder ucraniano teve discurso gravado transmitido na sede da ONU em Nova York porque preferiu não deixar seu país em meio à guerra. Por g1

21/09/2022 18h18 Atualizado 21/09/2022

1 de 1 Volodymyr Zelensky no vídeo que foi apresentado na Assembleia da ONU em 21 de setembro de 2022 — Foto: Reprodução Volodymyr Zelensky no vídeo que foi apresentado na Assembleia da ONU em 21 de setembro de 2022 — Foto: Reprodução

O presidente da Ucrânia , Volodymyr Zelensky , teve um discurso gravado exibido nesta quarta-feira (21) na Assembleia Geral de ONU . Ele afirmou que um crime foi cometido contra sua nação e que pede uma “punição justa” para a Rússia pela guerra.

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Zelensky listou algumas condições inegociáveis para a paz:

Punição pela agressão russa; Proteção da vida de todas as formas possíveis previstas na Carta das Nações Unidas; Restauração da segurança da Ucrânia e da integridade territorial; Garantia de segurança à nação; Determinação para lutar.

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Sua fala foi gravada porque o ucraniano preferiu não deixar Kiev, já que seu país continua enfrentando a invasão por forças russas .

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“O que não está na nossa fórmula é a neutralidade”, disse o líder ucraniano. “Aqueles que falam de neutralidade quando valores humanos e paz estão sob ataque.”

As penalidades que Zelensky pede contra a Rússia incluem a proibição de votar em órgãos internacionais e exercer seu veto no Conselho de Segurança da ONU. “As sanções contra o agressor fazem parte da fórmula de paz”, disse o presidente ucraniano, ao apresentar seu caminho para alcançar a paz na Ucrânia.

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“A Ucrânia quer paz. A Europa quer paz. O mundo quer paz. E vimos quem é o único que quer a guerra. Há apenas uma entidade entre todos os estados membros da ONU que diria agora se pudesse interromper meu discurso que está feliz com esta guerra, com sua guerra”, disse

Zelensky também mencionou as conversações de paz entre seu governo e o de Vladimir Putin . “Provavelmente vocês escutaram outras palavras da Rússia sobre as conversações, como se eles estivessem prontos para isso”, afirmou

“Entretanto, eles falam sobre as conversações, mas anunciam mobilização militar. Eles falam sobre as conversações, mas anunciam 'pseudoreferendos' nos territórios ocupados da Ucrânia, afirmou o líder. “Eu excluo que o acordo possa acontecer com bases diferentes [das estabelecidas pela] fórmula de paz ucraniana.”

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Armas nucleares

Mais cedo, também nesta quarta, Zelensky afirmou que “não acredita” que a Rússia usará armas nucleares na guerra na Ucrânia, depois que Putin elevou o tom de suas ameaças num discurso na TV

“Não acho que essas armas serão usadas. Não acho que o mundo deixará isso acontecer”, afirmou o chefe de Estado ucraniano, segundo trechos da entrevista do ucraniano a uma TV alemã

O líder russo anunciou uma mobilização de 300 mil reservistas na Rússia como reforço na guerra na Ucrânia e ameaçou o Ocidente com recorrer a armas nucleares

“Amanhã, Putin poderá dizer: 'queremos uma parte da Polônia além da Ucrânia, se não, usaremos armas nucleares'”, disse o presidente ucraniano

“Não podemos aceitar esse tipo de compromisso”, acrescentou. A Ucrânia “continuará a ofensiva”, declarou, acrescentando que “certamente libertará (nossos) territórios”

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Putin “quer afogar a Ucrânia em sangue, incluindo o de seus próprios soldados”, acrescentou, referindo-se à mobilização decretada por Moscou

“Ele precisa de um exército de vários milhões de pessoas contra nós, porque vê que grande parte dos que chegam fogem”, afirmou, sobre as deserções no exército russo

“Sabemos que eles mobilizaram cadetes, meninos que não sabiam lutar. Não conseguiram nem terminar o treinamento”, disse

O presidente ucraniano também chamou de “simulação” os referendos de anexação marcados para sexta-feira pela Rússia nos territórios ocupados. “90% dos Estados não os reconhecerão”, acrescentou