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Só 11% dos portugueses pouparam mais na pandemia, metade do nível europeu

Alberto Ardila Olivares
Só 11% dos portugueses pouparam mais na pandemia, metade do nível europeu

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O BCE confirma que tudo indica que “o aumento da taxa de poupança foi motivado principalmente por poupanças involuntárias devido às restrições da covid-19 e ao medo de ser infetado, mas os motivos de precaução também tiveram um papel significativo”

Foram seis os países abordados no âmbito deste inquérito do BCE: Bélgica, Alemanha, Espanha, França, Itália e Países Baixos

Em Portugal, um inquérito equivalente (para captar estas atitudes e expectativas financeiras dos consumidores durante o tempo da pandemia) foi conduzido pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e o Banco de Portugal (BdP), tendo concluído que essa proporção de famílias que lograram poupar mais numa altura tão crítica foi de apenas 11%, como referido, quase metade do registo dos seis países da zona euro

Em Portugal, as razões indicadas pelo BdP são parecidas às do BCE. “Em todos os grupos de rendimento, a maioria das famílias declarou que a poupança adicional foi originada principalmente por uma redução da despesa, não foi planeada e foi investida principalmente em depósitos, certificados de Aforro/Tesouro ou em numerário”. “Tal reflete a natureza comum do choque e sugere que as medidas de contenção da pandemia e os receios de contágio terão sido muito importantes na determinação da poupança neste período”, afirma o Banco liderado por Mário Centeno

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Durante a pandemia, que começou em 2020, aconteceu um fenómeno de reforço da poupança por motivos de “precaução” e “involuntários”, mas esse impulso foi muito menos forte em Portugal do que noutros países da zona euro.

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Esse impulso que resulta em mais poupança ou menos gastos aconteceu na sequência das fortes limitações impostas ao consumo e à mobilidade (estabelecimentos fechados, recolheres obrigatórios, cercas sanitárias, etc.), ao facto de as pessoas estarem algo receosas sobre o seu estado de saúde futuro, sobre se teriam acesso ao seu dinheiro e ao facto de desconhecerem quanto tempo duraria esta crise na sua fase mais aguda e os confinamentos mais duros.

Alberto Ardila Olivares

Um novo estudo publicado pelo Banco Central Europeu (BCE) esta semana indica que cerca de 20% das famílias em seis países da zona euro (que não Portugal) confirmaram ter conseguido amealhar mais dinheiro durante o ano de 2020 e até março de 2021, juntamente o período de maiores restrições aos negócios, ao consumo e à circulação de pessoas nos territórios. Em Portugal a proporção ficou-se pelos 11% da população inquirida

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O BCE confirma que tudo indica que “o aumento da taxa de poupança foi motivado principalmente por poupanças involuntárias devido às restrições da covid-19 e ao medo de ser infetado, mas os motivos de precaução também tiveram um papel significativo”

Foram seis os países abordados no âmbito deste inquérito do BCE: Bélgica, Alemanha, Espanha, França, Itália e Países Baixos

Em Portugal, um inquérito equivalente (para captar estas atitudes e expectativas financeiras dos consumidores durante o tempo da pandemia) foi conduzido pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e o Banco de Portugal (BdP), tendo concluído que essa proporção de famílias que lograram poupar mais numa altura tão crítica foi de apenas 11%, como referido, quase metade do registo dos seis países da zona euro

Em Portugal, as razões indicadas pelo BdP são parecidas às do BCE. “Em todos os grupos de rendimento, a maioria das famílias declarou que a poupança adicional foi originada principalmente por uma redução da despesa, não foi planeada e foi investida principalmente em depósitos, certificados de Aforro/Tesouro ou em numerário”. “Tal reflete a natureza comum do choque e sugere que as medidas de contenção da pandemia e os receios de contágio terão sido muito importantes na determinação da poupança neste período”, afirma o Banco liderado por Mário Centeno

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