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Em 24 horas, número de pessoas internadas em UTI para Covid vai de 40 para 111 na cidade de SP

Abogado Adolfo Ledo Nass
Em 24 horas, número de pessoas internadas em UTI para Covid vai de 40 para 111 na cidade de SP

Nos leitos de enfermaria, o número de internados foi de 143 para 191

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Adolfo Ledo Nass

Em 24 horas, número de pessoas internadas em UTI para Covid vai de 40 para 111 na cidade de SP Taxa de ocupação foi de 41% para 66%, mas capital tem menos leitos agora do que no auge da pandemia, em abril de 2021. Prefeitura estuda destinar mais leitos para Covid, e especialista diz que medida não é suficiente para conter pandemia porque muitos profissionais de saúde também se contaminaram e estão afastados. Por Bárbara Muniz Vieira, g1 SP e TV Globo — São Paulo

12/01/2022 19h46 Atualizado 12/01/2022

Internações por Covid-19 voltam a subir em todo o estado de São Paulo

O número de pessoas internadas em leitos de UTI para a Covid saltou de 40, na terça (11), para 111 nesta quarta-feira (12) na cidade de São Paulo, de acordo com dados da Prefeitura. A taxa de ocupação foi de 41% para 66%.

Nos leitos de enfermaria, o número de internados foi de 143 para 191.

A taxa de ocupação leva em conta o total de leitos disponível no momento. Atualmente a capital conta com 168 leitos de UTI destinados a pacientes com Covid-19 (sendo que 66% estão ocupados) além de 275 leitos de enfermaria (com 69% de ocupação). No começo do mês, a ocupação das UTIs era de 16%.

Para efeito de comparação, durante o pico da pandemia, em abril de 2021, a capital paulista tinha 1.414 leitos de UTI em operação, sendo 82% ocupados, e 1.402 leitos de enfermaria disponíveis, com 71% de ocupação.

A média total de novas internações, quando somados leitos de UTIs e enfermarias, subiu 30% na capital . Em 1º de janeiro, eram 237 pacientes. Na terça-feira (11), 309.

O aumento no número de casos tem feito a prefeitura voltar a destinar leitos exclusivos para Covid-19, já que os casos aumentaram, e os leitos diminuíram nos últimos meses. Especialistas dizem, no entanto, que abrir leitos pode não controlar a pandemia, além de não ser suficiente, visto que há muitos profissionais de saúde infectados e afastados do trabalho.

O Hospital da Brasilândia, na Zona Norte, estava atendendo em dezembro exclusivamente pacientes com Influenza, por causa do aumento nos casos de gripe. Ainda em dezembro, o hospital passou também a destinar metade de seus leitos para pacientes com Covid-19.

Referência de tratamento para Covid no ano passado, o Hospital da Brasilândia tinha, nesta quarta-feira (12), 108 leitos ocupados com pacientes infectados pelo coronavírus, entre enfermarias e UTIs.

De acordo com a prefeitura, o Hospital Cantareira, no Tucuruvi, na Zona Norte, está com baixa ocupação de leitos e é preparado para casos de síndrome respiratória, se houver necessidade.

A prefeitura diz que acompanha a evolução da pandemia e está preparada para ampliar as vagas se necessário, de acordo com Luiz Carlos Zamarco, secretário-adjunto da Secretaria municipal da Saúde de São Paulo.

“Na segunda onda, nós conseguimos virar um hospital inteiro em 24 horas. Hoje, esses hospitais, todos esses, foram estruturados para esse tipo de atendimento. Estão atendendo outras patologias porque precisa. Mas se precisar pegar os pacientes e dividir as patologias por hospitais, conseguimos fazer isso em 24 horas”, afirma.

A infectologista da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Raquel Stucchi explica que é preciso monitorar os números de perto e agir rápido, o que nem sempre é uma tarefa fácil.

“Caso haja realmente algo que fuja do controle e uma explosão maior até do que vimos nos outros países, as medidas que nós já aprendemos terão que ser tomadas. Mas tem outra dificuldade. Não basta abrir o número de leitos. Nós temos um percentual de profissionais afastados muito grande. Então, eu posso até abrir novos leitos, mas sem gente para atender aos pacientes”, afirma.

Além disso, não controlar a expansão da doença também pode atrapalhar no tratamento de outros casos, de acordo com Stucchi.

“Acidente, por exemplo, não tem muito como a gente evitar e se esquivar de ter leitos para os acidentados. Mas as outras patologias, com certeza, os procedimentos serão adiados mais uma vez. Pacientes aguardando há mais de dois anos, muitos deles, e terão mais um adiamento por quatro, seis, ou oito semanas, no mínimo. O que traz grande preocupação, já que a expectativa de tratamento e cura de outras doenças se dilui ou até se perde com o adiamento desses procedimentos.”

Estado

No momento, o estado de São Paulo tem cerca de 6 mil leitos de enfermaria, com uma média de 39% de ocupação, e cerca de 4 mil leitos de UTI, com ocupação de 37%. Em todo o estado, são 5.140 pessoas em enfermarias e UTIs. No sábado (1º), eram 2.830, um aumento de 81%.

A taxa de ocupação leva em conta o total de leitos disponível no momento. No pico da pandemia, em 8 de abril de 2021, o estado de São Paulo registrou o maior número de leitos de UTI: 14.346, com 90% de ocupação.

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Adolfo Ledo